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À conversa com Wolf Manhattan

Wolf Manhattan dá-se a conhecer através de um universo fantástico. Um artista que abraça o surreal e que nos une à leveza estética lo-fi do pop.

Para disco de estreia, traz na mala um trabalho homónimo aveludado pelo folk e distorcido pelo punk. João Vieira faz-nos esquecer X-Wife e White Haus ao longo das treze canções que nos entrega e reinventa-se num belo projeto pós-pandémico. Hoje, a conversa é connosco e as histórias são extraordinárias.

De onde vem e para onde vai este lobo?
Wolf Manhattan: Este lobo vem de Manhattan e vai aonde o convidarem.

Tens ideia de quando é que começaste a compôr as primeiras músicas para este projeto? Serão elas um acumular de drafts de outros projetos que vêm, agora, a luz do dia?
Wolf Manhattan:
Comecei a escrever as primeiras canções que estão incluídas neste projecto há uns 9 ou 10 anos atrás, talvez… Estas canções, quando foram compostas, tiveram sempre como objectivo fazer parte de um projecto novo, fora do universo de White Haus e X-Wife. Demorou até encontrar uma identidade, um nome, uma história.

O que é que distingue Wolf Manhattan dos teus outros projetos? Está no processo de criação? Está na composição? Inspirações, talvez?
Wolf Manhattan:
Sobretudo as canções e sonoridade. O formato de canções simples, curtas e imediatas que podem ser facilmente tocadas ao piano ou guitarra. A ideia era minimizar a produção musical, criar uma identidade e sonoridade que se adequassem às canções e seguir essa linha.

Neste projeto, encaras uma outra persona – o Wolf é uma personagem complexa. Estava escondido em ti? Como e quando é que decidiste que estava na hora de o mostrares ao mundo?
Wolf Manhattan: Depois da pandemia senti uma necessidade de me reinventar e de criar uma personagem de ficção que me libertasse do mundo real. Quis criar todo um imaginário, fora da realidade,  o que acabou por ser algo muito libertador e motivador.  

O Wolf surgiu a partir da história de um miúdo nova-iorquino que gravou umas cassetes na infância e que foram descobertas muitos anos mais tarde. Foi esse o ponto de partida e depois fui desenvolvendo.

A edição do vinil foi das coisas mais incríveis que vi nos últimos tempos. De onde é que surgiu este paralelismo com o Jogo da Glória?
Wolf Manhattan:
O formato “gatefold” de vinil quando aberto assemelha-se a um tabuleiro de jogo. Foi daí que surgiu a ideia. Não queria que o objecto fosse só um disco e uma capa bonita, queria que oferecesse algo mais a quem o fosse adquirir (para além da música que já está disponível online). Por outro lado, acho que o jogo ajuda a criar uma maior ligação com o artista, há algo mais a oferecer, uma forma de compreender melhor todo o universo do projeto e personagem.  Apesar de ter como base um jogo de sorte tipo o Jogo da Glória, é também um jogo de trivia com questões sobre as canções e opções de múltipla resposta. Torna a experiência muito mais interessante, mais cómica e é uma forma das pessoas prestarem atenção às letras.

As apresentações deste projeto vão acontecer na ZDB, em Lisboa, e no CCOP, no Porto. Vamos ter mais datas em 2023? Quais são os planos para o futuro?
Wolf Manhattan:
Sim, quis que fossem nessas salas pois o espectáculo tem algo de muito teatral e penso que ambas as salas servem esse propósito.

O plano é apresentar o disco em várias salas e festivais de norte a sul do país durante o ano de 2023.

Se te dermos a palavra “selvagem”, quais são as primeiras 10 músicas que te vêm à cabeça?
Wolf Manhattan:

Wolf Manhattan, já pensaste que amor é este?
Wolf Manhattan: É o amor à arte no seu estado mais puro.

entrevista realizada por Teresa Montez, via e-mail, em novembro de 2022.

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