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À conversa com Jupiter

É provável que os Jupiter não saibam, mas já andávamos atentos a este projeto há algum tempo – talvez pelas calças à boca de sino ou talvez pelos longos cabelos que fazem juz aos icónicos bigodes – sem saber muito bem, o EP “À moda do Porto” captou a nossa atenção.

Idealizamos esta conversa num bar, rodeados de espelhos e uma bola de luzes diversas pairando no ar. Os sofás que nos recebem carecem de um toque aveludado e os tons dourados parecem levar-nos de volta aos anos 70 onde a vida boémia era apenas mais uma terça-feira. Frente a frente encontramos o Tiago e o Ricardo e questões não nos parecem faltar.

Olá. Afinal, quem são os Jupiter?
Jupiter: Desculpa mas vou ter pedir um Pornstar Martini para responder a esta pergunta,  este bar é fantástico, foi uma boa escolha, parecemos parte da mobília ahah Antes de  mais muito obrigado por este convite, vamos ter aqui um bom tête-a-tête de certeza.  Jupiter é isto! Jupiter é diversão, é um date que acabou bem, é um engate num sábado  à noite, é vontade de estar com o pessoal depois de uma semana que queres esquecer,  é viver sem olhar para trás, é rock and roll, é aquele fim de tarde que não vais esquecer  tão cedo, é veludo, é emoção, é uma bebida tardia, é paixão. Eu e o Ricardo sempre  gostamos muito de bandas da década de 70, quando rock e o disco funk estavam no  seu auge e, um dia durante a pandemia, o Ricardo criou o início de uma música que me  fez cantarolar logo algo por cima, música essa que mais tarde viria a ser a “Mais que  Fazer”. Aquilo pareceu-nos tão certo, e tão intrínseco em nós, que tudo o que saiu de  seguida, saiu de uma forma muito natural. Quase tão natural como ir ao Porto e comer  uma bifana no Conga. As letras e os instrumentais são o mundo que nos rodeia, é o  mais verdadeiro possível, e só queremos que queiram desfrutar e divertir tanto quanto  nós. Foi em tudo isto que pensamos quando decidimos levar o projeto mais longe, e  como calhou na altura da Grande conjunção de Júpiter e Saturno, achamos que era o  derradeiro sinal para isto acontecer. Temos a felicidade de ter encontrado as pessoas  certas, para que as nossas músicas possam ter outra vida ao vivo, e só temos a  agradecer ao Pedro Cruz (percussão), Helena Figueiredo (teclados), Luís Ferreira  (bateria), e ao Guilherme Lopes (baixo) por acreditarem nisto tanto quanto nós.

Como é que, em poucas palavras, descreveriam a sonoridade dos Jupiter para os  que ainda não vos conhecem, mas que têm urgentemente de vos ouvir?
Jupiter: Já dizia o rótulo da Super Bock… sabor autêntico (risos). Na verdade nem é  bem assim, mas gostamos de acreditar que sim. Temos imensas influências de bandas  das décadas de 60 e 70 que vão desde o Rock ao Disco Funk, e misturamos tudo com  tudo o que a música portuguesa tem para oferecer, que por sua vez é riquíssima e as  pessoas nem imaginam quanto. Podem pensar da seguinte forma: a sonoridade de  Jupiter é como o Preço Certo, já dura há imenso tempo mas parece sempre novo e o  Fernando Mendes consegue sempre surpreender.

Após o lançamento do EP “À Moda do Porto”, podemos afirmar que as batidas  ‘funkadélicas’ e o bom humor são ingredientes essenciais neste trabalho. Foi algo  premeditado? É algo que querem manter?
Jupiter: O bom humor é a essência do que nós somos e a banda respira isso por  consequência. Gostamos que as coisas sejam o mais divertidas e reais possível, para  nós e para todos que estão à nossa volta. Por isso sim, vamos manter todo o bom humor  e muita crítica social. Toda a gente gosta de uma boa crítica e um bom drama.

“É só subir o nível com uma carrada de atitude” é uma frase que dá início à Andor  Violeta. Sentem que é uma frase que define o vosso projeto?
Jupiter: É preciso  atitude para tudo, seja quando te sentes nervoso antes de ir para aquele date que  conseguiste arranjar para sábado no tinder, como para lidar com todos os invejosos que  criticam as tuas atitudes ás 4 da manhã quando estás no auge da libertação da alma.  Quer seja quando tens de enfrentar o teu patrão para pedir um aumento, como para  lidar com as pessoas que te querem ver pelas costas. Diríamos que não há outra forma  de lidar com a vida, sem ser com atitude.

A 10 de abril fizeram uma publicação interessantíssima, nas vossas redes sociais,  onde procuram um teclista. Porquê as redes sociais e não os classificados do JN?  Alguma história engraçada ocorreu deste anúncio?
Jupiter: Obrigado Serena Helena por atenderes às nossas preces… é que até um  presunto de vinhais usamos como oferenda nas nossas rezas! Ainda pusemos uma foto  nossa no JN mas por azar não ficou bem na categoria que nós queríamos, e então  tivemos imensas propostas mas nenhuma delas tinha a ver com música. Não foi fácil,  existem poucos teclistas por aí, todos eles muito bons, e por consequência com imensos  projetos e pouca disponibilidade. Engraçado foi que andamos à procura quando  tínhamos uma teclista mesmo ao lado e já a conhecíamos há algum tempo. Ás vezes a  resposta aos vossos problemas está mesmo à vossa frente e é sempre a melhor  resposta. Foi sem dúvida uma pessoa que veio transformar Jupiter para melhor, seja  ela ou qualquer um dos restantes músicos espetaculares que nos acompanham.

Quais os planos dos Jupiter para o futuro?
Jupiter: Mais músicas, mais concertos, festivais e tudo o que tiverem para nos propor.  Queremos estar convosco e estamos prontos para alegrar as vossas vidas. Não  tencionamos sequer abrandar, temos imensas ideias e só queremos saber com quem  contar para as transformar em realidade. 

Se vos dermos a seguinte palavra: “Cetim”, quais são as 10 músicas que vos vêm  à cabeça?
Jupiter:

Para finalizar, Que Amor é Este?
Jupiter: É todo o amor que temos para vos dar! E mais algum.

entrevista realizada por Teresa Montez e Nuno Alves, via e-mail, em outubro de 2022.

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