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Entrevistas

À conversa com Glockenwise

Depois de no final de 2018 terem dado um autentico abanão, não só na carreira, mas também na música portuguesa, os Glockenwise olham agora para o futuro com confiança e com ainda mais vontade de continuarem a criar canções em português.

Estivemos à conversa com o Rafael Ferreira antes do concerto da banda de Barcelos no Café Concerto do CCVF em Outubro, olhamos de frente para “Plástico”, mas também sobre o futuro e sobre aquilo que o (merecido) reconhecimento trouxe.


São praticamente 3 anos desde o lançamento do Plástico, que retrospetiva fazes, foram dias felizes?
Foram, foi um disco que mudou muito os Glockenwise, não só por ter sido um disco muito diferente dos anteriores, mas porque sentimos que chegamos a mais gente e a tocar em muitos sítios. E o disco, que saiu no final de 2018, fez com que em 2019 tivéssemos tocado mesmo muito, o que foi uma sorte porque em 2020 já não deu para tocar quase nada.

Sentes que valeu a pena este reinventar-se depois de três discos? Correu tudo como estavam à espera?
Sim. Valer vale sempre a pena, porque foi uma decisão tomada de nós, e para nós mesmos. Nós quisemos fazer assim, desta forma.

Foi algo natural e não forçado
Nós acabamos por forçar sempre uma mudança porque sentimos que tinha que haver um interesse novo e que nos regenerar a nós próprios para continuarmos interessados naquilo que estávamos a fazer.
Se essa mudança ia ser bem aceite pelo publico? Não fazíamos a mínima ideia. Sinceramente, nunca pensamos muito nisso. Mas correu bem e a agenda preenchida que tivemos foi um sinal disso.

Este disco tinha uma componente visual forte e bem demarcada, foi algo pensado e estudado ou que aconteceu naturalmente?
Pensamos muito nisso sim. Nós quisemos sempre fazer um disco diferente, não só na música, mas também na estética. Foi algo sempre muito pensado e discutido com as pessoas que nos acompanharam nessa parte, desde o Miguel Filgueiras que fez os vídeos, à Francisca Marques que fez a direção criativa. Foi algo quase tão pensado com a música.

O que podemos esperar para o próximo disco e para o futuro dos Glockenwise, uma nova reinvenção ou esta caminho que começaram é algo que ainda querem explorar mais?
Nós vamos continuar a explorar a parte de escrevermos canções em Português, é uma coisa que fazemos à pouco tempo e queremos continuar. Em relação à sonoridade da banda, algumas coisas vão mudar imenso, a estética vai ser diferente do que já fizemos, mas tal como fizemos no plástico, vai ser uma mudança grande mas de forma coerente. Percebes que é a mesma banda e que aquilo faz sentido.

Ou seja não é uma quebra tão grande como foi com o Plástico para os discos anteriores
Não, acho que não. Quem nos conhece do plástico não vai sentir uma quebra tão grande como foi antes. Apesar de tudo, vai sentir algumas diferenças.

Qual o melhor momento, ou o mais marcante desta tour/fase do Plástico? (JP Simões no Bons Sons?)
Esse foi incrível!
Engraçado que nesse concerto (Bons Sons 2019 com JP Simões) tocamos assim de surpresa e sem ninguém quase saber o disco que ele acabou de lançar agora (Bloom). Ainda eram só maquetes que ele estava a desenvolver e foi bom agora puder finalmente ouvir as canções acabadas.
Por acaso tivemos alguns assim de trabalhar com gente que nunca na vida tínhamos pensado em trabalhar, como o Rui (Reininho).
Tivemos imensas experiencias boas ao longo desta tour. Lembro-me assim de cabeça que fomos tocar ao Festival F a Faro, no dia seguinte à tarde no Porto e no mesmo dia à noite na Noite Branca em Braga. Esse fim de semana é um bocado o resumo do que foi o ano de 2019.

Vivem com os olhos postos no que vem a seguir ou ainda a aproveitar o momento?
Eu acho que nós olhamos sempre para o futuro. Depois de editar um disco é difícil não pensar como vai ser o próximo. Não quer isso dizer que não conseguimos aproveitar o que está a acontecer. Ou seja enquanto fomos tocando o plástico fomos pensando nas coisas novas e no que vinha a seguir, mas sempre aproveitando ao máximo cada momento.
Se ficarmos muito confortáveis com o presente isso também nos torna desinteressantes.

Tocar em Guimarães (e no Vila Flor) é sempre especial, qual é o vosso sentimento / expectativa para o concerto de mais logo?
Este concerto vem um bocadinho em ressaca de pandemia, seria para acontecer antes, em outra data e outra sala mas foi remarcado e acabou no café concerto o que para nós é especial. É um voltar a 2015. Fizemos cá a apresentação do Leeches (2013) e do Heat (2015) portanto para nós é uma sensação especial voltar a um palco onde tocamos sempre, embora desta vez não seja para uma apresentação, mas para uma despedida.

Podemos esperar alguma novidade ou canção nova?
Hoje ainda não, vamos tentar nos próximos ir metendo coisas novas. É algo que tem que ser feito aos poucos e sem forçar.

A pergunta que não pode faltar, Que Amor é Este?
É o amor de tocar. Começamos a fazer isto com 15 anos, temos 30 por isso tem que haver amor no meio disto, é a única forma. Acho que no fundo nos amamos uns aos outros.


Conversa com Rafael Ferreira antes do concerto dos Glockenwise no Café Concerto do CCVF  – dia 29-10-21.
@queamoreeste 2021

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