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À conversa com Conjunto!Evite

Se as forças me faltavam para descrever os últimos meses, encontrei-as no mais recente trabalho dos Conjunto!Evite. “Penso logo desisto” é a partida fácil para quem procura voltar aos processos rotineiros de forma leviana e com os pontos cravados nos ‘i’s.

Olá! Espero-vos bem. Para começar, quem são os Conjunto!evite e o que os juntou?
Sebastião: Olá! O Conjunto!Evite sou eu na bateria e voz, o Manuel e o Fábio nas Guitarras, o Vicente nas teclas e voz e o Zé no baixo, todos criados no Ribatejo mas atualmente realojados na Grande Lisboa. Vindos de uma terra pequena, tocávamos uns com os outros, sem grande regra que não fosse curtir e preencher as tardes de sábado. Um dia o Fábio voltou de Coimbra com um concerto marcado, tínhamos 30 minutos para tocar num Festival em Curia onde tocavam também os Black Bombaim e os d3o. Era preciso um nome, decidimos e ficou este que ainda é o nosso. Desse concerto sobramos 3, eu, o Fábio e o Zé, depois veio o Vicente dos Devaneio com os seus sintetizadores que traziam possibilidades diferentes e o nosso Rock começou a ganhar um tempero Progadélico. Fomos aprendendo a fazer e a gravar música juntos, o Manuel que ia ver os nossos concertos passou a estar em palco connosco e a ambição cresceu. Mais horas de ensaio, mais desafios mas dás por ti e fazes parte de uma banda ousada e com um som singular, com gente bem disposta que gosta de jogar frisbee entre o sound check e o concerto.

“Penso logo desisto” é o vosso mais recente trabalho. O que podem esperar os ouvintes QAÉE, deste disco (caso ainda não o tenham ouvido)?
Manuel:
Podem esperar novas sonoridades e experiências musicais! Neste álbum tivemos a sorte de trabalhar com o Rodrigo Alexandre, que serviu de ouvidos objetivos no meio da subjetividade. Acho que isso nos levou a fazer musicas mais “focadas” e sem medo de simplificar. Estamos todos muito orgulhosos deste novo álbum e com muita vontade de o partilhar com o máximo de pessoas possível!

Que tipo de sentimentos ou memórias vos evocam este último trabalho (que possam partilhar connosco)?
Vicente: Bons sentimentos, muito suor e muito riso. Memórias de noites na sala de ensaio a escrever as canções, dos 3 dias de gravações ao vivo no Namouche que foram excelentes. Foi um tempo muito feliz, o que se reflete nas músicas.

A canção com a qual mais me identifiquei, neste trabalho, foi a “Erva Ao Vento Se Inclina”. Acho que se destaca em termos de sonoridade. Tem alguma história associada ou só me chamou à atenção porque sim?
Fábio:
Talvez seja influência da forma como a música apareceu. Se há uma música que melhor reflete o nome e abordagem deste álbum é esta. Foi a mais imediata.

A sessão já ia longa, tínhamos fechado as estruturas de outras músicas e estávamos agora a decidir se dávamos a sessão desse dia por terminada ou se havia mais alguma ideia. Nesse entretanto eu estava a brincar com um riff em Ré na guitarra que o Vicente reparou e procurou uma harmonia compatível. O Sebastião foi para a bateria e tocamos durante uns 5 minutos à volta disso e percebemos que tinha pernas para andar. Depois o Sebastião pegou na guitarra e gravou a melodia do refrão. Entre esse momento inicial e fechar a estrutura final foi tudo muito rápido e intuitivo.

Na vossa opinião, como é que se marca a diferença no panorama musical nacional hoje em dia?
Vicente:
Cada um com a sua fórmula, mas é preciso ser original, ter atitude, uma boa equipa e boas canções.

Concertos e outras novidades? O que vem por aí para os Conjunto!evite?
Fábio: Fruto da incerteza do últimos 20 meses decidimos que iríamos apresentar este disco ao público num formato diferente do habitual, não o ideal mas aquele nos pareceu mais realista dado estarmos em pleno confinamento e não haver perspectivas de quando a salas iriam abrir.

Sem querer revelar muito podemos dizer que reunimos uma equipa fantástica para gravar um concerto ao vivo para uma audiência limitada mas efusiva que vamos disponibilizar muito em breve. Estamos também a trabalhar num pequeno documentário que levanta o véu ao processo de produção do Penso Logo Desisto desde as primeiras gravações na nossa sala de ensaios às gravações no mítico Namouche.

Stay tuned!

E que amor é este?
Zé:
Este amor é o de esperar voltar à estrada e percorrer kilómetros desconhecidos, o suar em palco, este amor é o amor do público quando lhes mostramos o que gostamos de fazer.

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