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O novo caudal dos Solar Corona

Warm Up IndieLisboa na Casa do Capitão com Solar Corona

Todos de preto, de uniforme ou a anunciar alguma morte. A gravidade sentia-se no final de tarde no terraço da Casa do Capitão. Mas se a morte é transformação e daí surge um renascimento, os Solar Corona são bons nisso mesmo trocando a guitarra eléctrica pela maschine, algo que o Rodrigo Carvalho faz com facilidade. O caminhar dos pratos de choque, o groove do baixo do Zé marcavam o bpm e a energia de cada segmento musical. Isto não é uma viagem, é uma cerimónia. Rezem pelo novo álbum!

Trovões para incendiar e renascer das cinzas. Pássaros a fugir por cima do telhado. Elegantes headbangs por cima da máquina e mãos nos equalizadores. Pura medição de ondas e de efeitos. O PA não aguentou sem esforço, afinal não é qualquer core que aguenta esta viagem. Industrializados, bem a corresponder ao transhumanismo vigente. A música transmite a vitória da máquina com um passo impetuoso e firme. Improvisar, isto é, experimentar para encontrar outro lugar, seja ele qual for. E talvez, só depois destruir a máquina.

A “Elektrische Maschine” dos “Solar Corona” é cósmica. A banda minhota está em plena pré-produção e a entrar em estúdio para gravar o que será o sucessor do “Lightning One”. A paixão pela lux manteve-se com o “Saint-jean-de-luz”, EP e terra francesa à qual já terão chegado neste momento. As expectativas são altas mas tenho a certeza que só nos vão maravilhar ainda mais.


Instrumentos:
Castanholas
Berbequins
Pratos de choque
Baixo
Máquinas sintetizadoras
Shaker rústico
Mãos
Ouvidos
Mente
Coração

Reportagem do concerto da banda “Solar Corona” formato “Elektrische Maschine” no terraço. 
Sexta-feira, 13 de Agosto 2021.
Reportagem de Magda Costa
Fotografias de David Romão
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