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À conversa com Bernardo

sónia bernardo

Ouvir Bernardo é mergulhar num dream pop e ressuscitar num swing de bossa nova que nos leva a querer afirmar o processo de valorização emocional e crescimento pessoal.

Se nos meus tempos áureos, de pequena infante, elegi Patti Smith para ser o meu ícone feminino máximo, tenho quase a certeza que a Bernardo pode representar o mesmo para as próximas gerações. Acompanho o trabalho dela há algum tempo e “Wasn’t There, Someone Told Me” não desiludiu. Foi, SÓ, o EP que saiu no momento certo.

Olá Sónia! Como estás? Qual é que foi o momento mais alto do teu dia? (até ao momento que estás a ler esta pergunta, vá!)
Bem! Está sol por aqui, hoje. São 8h30 da manhã, aqui em Londres, e o momento mais alto do dia foi o Chico (o meu gato) acordar-me às 5h30 em vez das 4h30 como é costume…

No teu novo trabalho, “Wasn’t There, Someone Told Me”, sente-se um amadurecimento na produção e concretização do mesmo. Foi fruto dos 400 confinamentos que fomos tendo ao longo deste ano e meio ou não influenciou em nada?
Escrevi as músicas antes do confinamento, por isso acho que acabou por não ter qualquer influência. Acho que quanto mais tempo passo dentro do estúdio mais me acostumo, apuro o meu próprio som e ganho mais confiança no que quero dizer e como o quero dizer. Não sei se isto faz sentido, mas é isso.

Como é que surge a colaboração entre ti e o Dave Maclean (Django Django)?
Eu escrevo para algumas bandas daqui e toco muito em pubs. Há uns 5 anos atrás o Dave enviou-me uma mensagem sobre uma música minha chamada “One Inch Puch”, porque gostava de produzi-la…e foi assim. Essa música nunca chegou a sair, mas trabalhamos juntos noutros projetos, he’s truly great!

Tens algum músico com quem sonhas partilhar o palco? Se sim, quem?
Tenho muitos (risos). PJ Harvey would be a dream, Rodrigo Amarante e Stevie Wonder.

Tens alguma história que gostes de relembrar e que possas partilhar, connosco, sobre uma das tuas músicas?
Acho que deste EP a Migraine Daze foi escrita e gravada no momento em que eu estava com uma enxaqueca há já quase 10 dias. Estava super medicada (eu sofro de enxaquecas crónicas. É mesmo horrível!) e isso influenciou a gravação e a escrita da música. Toda a gente pensa que é uma música sobre um heartbreak, mas é só sobre enxaquecas e sobre a maneira como elas me afetam a mim e às minhas relações pessoais.

Gostas de ler? Se sim, tens algum livro de sugestão para partilharmos com a comunidade que nos segue?
Leio muito. Estou agora a acabar o Calypso de David Sedaris, os livros dele são sempre excelentes.

E um álbum ou banda que te fez apaixonar pela música? (Tens liberdade para nos falares de dois ou três, caso não te consigas decidir com apenas um.)
Quando era pequena, achava que as Spice Girls eram tudo! (risos) O álbum Drama de Maria Betânia e todos os álbuns de MPB e jazz do meu pai. Sempre ouvi e ouço, todos os dias,  fado – I am obsessed, and I try to copy their vocal runs. E depois, bandas como os Broadcast e Stereolab são grandes influências.

E que amor é este, Sónia?
It’s intense and it might be the death of me.

Podes seguir todo o trabalho da Bernardo no BandcampInstagram e Facebook.

Entrevista por Teresa Montez

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