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10 anos de Casa Ocupada. Vamos sempre parecer putos!

Faz este mês uma década de lançamento, aquele que é provavelmente o melhor disco dos Linda Martini. Em 2010 este quarteto lisboeta já era, sem dúvida, uma banda de culto. Estatuto ganho devido aos fabulosos concertos ao vivo e a uma pérola chamada “Olhos de Mongol”. Porém a afirmação total chegaria com “Casa Ocupada.”

Se a expectativa era grande, até porque o antecessor continha hinos como Dá-me a tua melhor faca, O Amor é não haver policia ou Amor Combate (faixas que ainda hoje são incontornáveis), Casa Ocupada esteve completamente à altura das exigências.
O disco trouxe, ainda mais ao de cima, a capacidade e o talento da banda em explorar nas suas letras: episódios do quotidiano, de carácter social, conflituoso ou até sexual. Isto sempre cheio de coração e de alma, de uma forma que só os Linda Martini conseguem.

Mulher-A-Dias, a faixa que abre o disco é logo uma demonstração disso mesmo. ‘A roupa que lavou tingiu de negro’ É impossível ficar alguma dúvida.
O ritmo frenético é uma constante, exceção feita a S de Jéssica e Queluz Menos Luz, que nos permitem respirar e deixa sobressair o brilhantismo de faixas como Juventude Sónica, Nós os Outros e claro, Belarmino VS.
E como terminar um disco assim? Fácil! Com mais uma canção daquelas que marcam e ficam para sempre. Porque sejamos honestos,  Cem Metros Sereia arranca o coração do peito, prende até ao último riff e faz qualquer um ficar (ainda mais) apaixonado por este “Casa Ocupada” e pelos Linda Martini.

Ah, e a querer gritar a plenos pulmões:
FODER É PERTO DE TE AMAR, SE EU NÃO FICAR PERTO!

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